Meio ambiente pela metade
A nota média parcial dos bancos no bloco de questões referentes ao meio ambiente foi de 2,19, sendo a mais alta a do ABN Amro Real (3,50 ou "regular"), e a mais baixa a do Santander (1,00 ou "péssimo").
No bloco de questões voltadas ao meio ambiente foram verificadas sobretudo as políticas de meio ambiente e consumo sustentável das instituições, bem como a existência ou não de critérios socioambientais na concessão de crédito.
Somente o ABN Amro Real apresentou critérios específicos para a concessão de crédito, além da criação de fundos éticos, e ficou com a melhor colocação, ainda dentro do conceito "regular". Itaú e Bradesco ficaram logo em seguida - também com conceito "regular" - por apresentar indicadores de sustentabilidade e ações ambientais, embora restritas a algumas agências. Mas os dois bancos também declararam realizar análises de risco ambiental na concessão de crédito.
Os demais bancos tiveram avaliação abaixo de "regular", pois possuem apenas algum tipo de ação de ecoeficiência, isto é, dedicam-se a reduzir o consumo de água, energia, papel ou plástico em suas atividades rotineiras. Foram genéricos na menção a critérios ambientais para conceder crédito. Já o Santander, que recebeu a pior colocação nesse bloco de questões, relatou não possuir nenhum critério ou processo de gestão de risco socioambiental.
Ainda que algumas instituições tenham ficado à frente de outras, a nota média geral obtida pelos bancos foi bastante baixa, de 2,08. Apenas duas instituições ficaram acima da mediana (2,5 em uma escala de 0 a 5), que é o limite entre "ruim" e "regular": Bradesco, com 2,60, e ABN Amro Real, com 2,75.
Introdução
Portadores de deficiência: ninguém cumpre a lei
Meio ambiente pela metade
O que é responsabilidade socioambiental
As notas e os conceitos da avaliação
Consumidor ainda é maltratado
Mais rigor
Seminário na FGV apresentou pesquisa
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