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Portadores de deficiência: ninguém cumpre a lei

Os bancos pesquisados pelo Idec são responsáveis pela contratação direta de mais de 400 mil trabalhadores e cerca de 95,5 mil trabalhadores indiretos e prestadores de serviços.

Nesse bloco de perguntas, uma questão que chamou a atenção negativamente foi o não cumprimento da cota legal de trabalhadores portadores de deficiência na força de trabalho dos bancos.

A lei que dispõe sobre a Política Nacional para a Integração da Pessoa Portadora de Deficiência (nº 7.853/89) obriga as empresas com mais de 1.000 empregados a contratar 5% de trabalhadores nessas condições. Nenhum dos bancos atinge as cotas previstas. Na média geral, os bancos cumprem apenas 31,1% do estipulado, mas há grandes variações entre as instituições. O ABN Amro Real atinge 92,9% da cota legal, seguido pelo Itaú (49,7%) e o Santander (43,5%). As piores marcas ficam com o Unibanco, que atinge apenas 7,3% da cota legal, e a Caixa Econômica Federal, com 13,5%.

Tendo em vista essas diferenças, a conhecida dificuldade das empresas em preencher as vagas de acordo com a lei e a indisponibilidade de dados históricos, a pesquisa não considerou a necessidade do pleno cumprimento da cota. Assim, nesse bloco de questões, compuseram as notas finais as demais políticas e indicadores de diversidade e inclusão social (raça, gênero e portadores de deficiência). Além disso, verificou-se também o discurso dos bancos nos quesitos liberdade, negociação sindical e presença de códigos de ética e conduta.

A média parcial obtida nesse bloco de questões foi de 2,47, estando o Itaú à frente, com 3,25 ou "regular", e o Unibanco no extremo inferior, com 1,75 ou "ruim" (veja relação das notas e conceitos).


Introdução

Portadores de deficiência: ninguém cumpre a lei

Meio ambiente pela metade

O que é responsabilidade socioambiental

As notas e os conceitos da avaliação

Consumidor ainda é maltratado

Mais rigor

Seminário na FGV apresentou pesquisa