A história de consumidores com problemas iguais aos seus, que encontraram solução com a ajuda do Instituto
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Quatro números é um problema
Associado do Idec esqueceu a senha do cartão de débito e ficou 25 dias sem poder movimentar sua conta do Unibanco, porque não recebeu nova senha. Somente após orientação do Instituto, conseguiu resolver a questão
Associado do Idec esqueceu a senha do cartão de débito e ficou 25 dias sem poder movimentar sua conta do Unibanco, porque não recebeu nova senha. Somente após orientação do Instituto, conseguiu resolver a questão.
Mal sabia o paulistano Maurício Arruda Preuss, piloto de helicóptero e associado do Idec, que esquecer uma senha poderia ser tão problemático. No fim de dezembro de 2008, uma funcionária do Unibanco lhe telefonou e sugeriu que ele trocasse a senha de seu cartão, alegando que era seguro alterá-la com certa periodicidade. O associado seguiu a recomendação e foi ao banco mudar a combinação. Logo em seguida viajou para Angola, e quando regressou, em 13 de fevereiro de 2009, se deu conta de que não se lembrava dos quatro dígitos que havia criado.
Maurício ligou imediatamente para o Unibanco e foi informado pela gerente da agência de que em cinco dias úteis receberia em sua residência outra senha, criada pelo banco. Ele previu a chegada da nova senha para 23 de fevereiro, por conta do feriado de carnaval - que não aproveitou como gostaria por não conseguir movimentar sua conta bancária. Como em 2 de março ela ainda não havia chegado, ligou para o banco para saber o que havia acontecido. Dessa vez, foi informado de que a senha seria entregue dentro de dez dias úteis.
O descumprimento do prazo de entrega da nova senha se caracteriza como má prestação de serviço. Quando isso ocorrer, o consumidor pode solicitar a reparação dos eventuais danos que tenha sofrido com base nos artigos 6o, inciso VI (que garante a reparação de danos patrimoniais e morais), e 14 (que determina que o prestador de serviços responde pela reparação dos danos) do Código de Defesa do Consumidor.
Preocupado com as contas que estavam vencendo, e que não conseguia pagar, o associado procurou o Idec em busca de orientação. O Instituto lhe recomendou que levasse pessoalmente uma carta ao banco, na tentativa de resolver a questão de maneira amigável. E foi isso o que ele fez. Como não obteve retorno, registrou queixa no Banco Central. "Curiosamente, no dia seguinte o pessoal do Unibanco começou a me ligar, e em 10 de março três envelopes com a senha chegaram à minha casa", conta Maurício, que também ingressou com ação no Juizado Especial Cível (JEC). O resultado saiu em 29 de março deste ano: o Unibanco deverá pagar R$ 1.500 ao correntista. "Já resolvi vários problemas com a ajuda do Idec. Seu trabalho é fundamental para todos os consumidores", reconhece o associado.
Serviço
O que fazer
Em caso de esquecimento da senha, o consumidor deve ir ao banco para solicitá- la pessoalmente, a fim de recebê-la de imediato. Se não puder comparecer ao banco, deve enviar carta com aviso de recebimento (AR), determinando um prazo para envio da senha. Se não obtiver retorno ou se o prazo estipulado não for cumprido, registrar reclamação no Banco Central e no Procon, e, em último caso, ingressar com ação em um Juizado Especial Cível (JEC).
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