Consumidor S.A. Online

Edição 62
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Cartas


O palmito deve ser fervido

A embalagem do palmito Guajará não tem uma advertência para o consumidor ferver o produto. Em Consumidor S.A. no 45 foi publicado um teste de palmitos e a matéria afirma que “todo palmito em conserva, produzido no país ou importado, (...) deverá ser etiquetado com a seguinte advertência: ‘Para sua segurança, este produto só deverá ser consumido após fervido no líquido de conserva ou em água, durante 15 minutos’”, resultado de uma portaria da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Acredito que a Guajará deva ser punida, porque a ausência do aviso pode levar a novos casos de botulismo. (Arie Storch, São Paulo/SP)


Empréstimo, só com seguro

Meu banco só me concedeu um empréstimo após eu fazer um seguro pessoal. Cumpri todas as exigências de praxe e não tinha nenhum impedimento cadastral, mas fui forçado a assinar o pedido de seguro no momento da assinatura do pedido de empréstimo. (Roque Pereira, por e-mail)

Consumidor S.A.- Trata-se de “venda casada”, prática proibida pelo CDC (Código de Defesa do Consumidor) e por uma resolução do Banco Central. O leitor pode cancelar o seguro pessoal e pedir o dinheiro de volta.



Tinha um bicho no pepino La Violetera

Dia 27 de maio, domingo sem sol, carne assada, polenta, vinho tinto e pepinos em conserva La Violetera. Mas um deles tinha um baita buraco e, dentro, um bicho branco. Será que os pepinos não são selecionados? Resultado: o pepino foi pro lixo, a carne perdeu o sabor e todos fizemos um pouco de regime. (Jacir Regoso, Poços de Caldas/MG)

Consumidor S.A.- Trata-se de vício de qualidade no produto. Segundo o CDC, o leitor tem direito à indenização pelos danos sofridos: no mínimo, a troca do produto. A La Violetera tinha obrigação de informar o consumidor sobre as causas do problema e as providências adotadas para corrigi-lo. Ela só o contatou em agosto, após três meses de sua reclamação. O leitor pode denunciar a empresa à Vigilância Sanitária, para prevenir outros consumidores de passar pela mesma situação desagradável.



Encolhimento de embalagens

As embalagens dos caldos concentrados encolheram. Antes elas pesavam 66g. Hoje a Arisco vende o produto com 57g e a Knorr com 63g. O consumidor desavisado poderá levar menos produto e pensar que está levando vantagem. (Décio Pattini, por e-mail)

Consumidor S.A.- Não há padronização para caldos concentrados. Nosso conselho é que o consumidor fique atento aos preços na hora das compras e sempre faça comparações antes de levar o produto.



Sim ao cheque-caução

Em relação ao Caso Real da edição no 60, esclareço que os hospitais pedem o cheque-caução para agilizar o atendimento de pacientes que não portam RG, comprovantes de pagamento do plano de saúde, entre outros documentos. A forma correta de garantir a caução seria fazer um contrato de prestação de serviços médicos, com assinaturas reconhecidas em cartório, anexado a uma nota promissória sem vencimento. Como na prática isto não ocorre, alguns médicos, clínicas, hospitais e laboratórios optam pelo cheque-caução para garantir o pagamento de um serviço executado. (Rodrigo Centurion, IMO–Instituto de Moléstias Oculares, São Paulo/SP)

Consumidor S.A.- A exigência de tal cheque é uma prática comercial abusiva, de acordo com o CDC. Para ser atendido em locais credenciados a seu plano de saúde, o consumidor só precisa apresentar o documento que o identifique como usuário. Se o estabelecimento de saúde exigir a apresentação do cheque-caução e você for prejudicado, pode denunciá-lo por danos morais ao Juizado Especial Cível.



Evitem o seguro da Sul América

Alerto os associados do Idec para que não façam o seguro-viagem Exectrip, da Executivos Seguros, empresa do grupo Sul América Aetna. Minha mãe viajou para a Suíça e sofreu uma queda gravíssima. Como ninguém atendeu no número da assistência-viagem indicada pela seguradora, chamamos uma ambulância. Minha mãe chegou em coma ao hospital e foi submetida a uma cirurgia delicada no cérebro. A Executivos Seguros tentou alegar doença preexistente e não pagou a remoção e o transporte do acompanhante. Também agiu de má-fé: ao invés de pagar as despesas diretamente para o hospital, depositou o dinheiro na conta corrente da segurada, que teve que transferi-lo para a Suíça e arcar com os impostos e taxas bancárias. Para a empresa, está tudo pago, mas não está, inclusive porque ela usou uma cotação de dólar errada. A diretoria me mandou um fax dando o caso como encerrado. Já reclamei na Susep (Superintendência de Seguros Privados) e, conforme orientação do Idec, estou providenciando os documentos necessários para uma ação judicial cabível. (Ricardo de Oliveira, Salvador/BA)

Consumidor S.A.- A Sul América não explicou a razão do péssimo atendimento oferecido a sua segurada. Informou apenas o valor e a data do pagamento. O leitor está certo: deve acionar judicialmente a seguradora para ser indenizado pelos danos materiais e morais eventualmente sofridos.



Erramos

Na edição no 61, a matéria de capa, na página 15, contém imprecisões no box referente à explicação de como foi feito o teste.
O trabalho de pesquisa das 27 marcas de leite longa vida foi realizado nas cidades de São Paulo, Belo Horizonte, Curitiba, Fortaleza, Natal, Tubarão, Belém e Rio de Janeiro e contou com a colaboração das seguintes entidades: Associação de Defesa e Orientação do Cidadão (Adoc/PR); Associação Brasileira de Economistas Domésticos (ABED/CE); Associação das Donas de Casa e Consumidores de Tubarão (Adocom/SC); Instituto para o Consumo Educativo Sustentável do Estado do Pará (Icones/PA); Centro de Defesa do Consumidor do Rio Grande do Norte (CDC) e Movimento das Donas de casa e Consumidores de Minas Gerais (MDC/MG).



Fim de ano

O serviço de atendimento do Idec ficará fechado entre os dias 24 de dezembro e 1o de janeiro de 2002. No dia 2 de janeiro, as atividades serão retomadas no mesmo horário.



Fale com Consumidor S.A.
Por carta: Rua Dr. Costa Júnior, 194 – Água Branca - 05002-000 –São Paulo – SP
Por fax: (11) 3862-9844
Por e-mail: revcon@uol.com.br

  • Por favor, inclua, além do endereço, o seu telefone ou fax para que possamos entrar em contato, caso seja necessário.
  • Não publicamos cartas que não estejam assinadas.
  • Infelizmente, nem todas as cartas poderão ser publicadas na revista, mas todas serão úteis para nossas pesquisas e testes.
  • Se publicadas, as cartas poderão ser resumidas. Internet (números anteriores): www.idec.org.br

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