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Leite
de terceira categoria
O IDEC, ao lado de outras associações do Fórum Nacional
das Entidades Civis de Defesa do Consumidor, começa o
ano levando ao governo um pedido ousado: o fim da produção
do leite C no país. Ousado porque esse tipo de leite respondeu,
em 1997, por quase metade do consumo nacional do produto
em forma líquida. Mas o Fórum entende que, com ele, o
brasileiro está arriscando sua saúde e recebendo menos
nutrientes do que deveria. O leite C é o mais barato,
mas também é o de menor qualidade sanitária. Comparado
aos tipos A e B, ele pode ficar mais tempo esperando para
chegar ao ponto de venda, o que o torna mais suscetível
a contaminações. Esses problemas aparecem no teste que
publicamos neste número, feito com a participação de associações
de consumidores de seis Estados brasileiros. De dezenove
produtos avaliados, seis apresentaram problemas de contaminação.
Para acabar com esse absurdo, o Fórum solicitou ao ministro
da Saúde que o leite pasteurizado no Brasil seja do nível
do tipo A, que é o melhor, ainda que o governo tenha de
subsidiar seu custo. Não se justifica que um produto com
qualidade tão deficiente seja oferecido para consumo.
Ainda mais sendo um produto básico, destinado sobretudo
à alimentação infantil.
Marilena
Lazzarini
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