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RESUMO -
A aflatoxina é produzida por um fungo e pode, a longo prazo, atacar o
fígado do homem. | Teste AFLATOXINA NO AMENDOIM Teste com quarenta produtos descobre sinais de substância tóxica em cinco deles, mas exames com novos lotes mostram um quadro de acordo com a legislação. Fica, porém, a dúvida da variação entre as concentrações encontradas. A aflatoxina é, como o próprio nome dá a entender, uma substância tóxica
que ataca o fígado dos animais. No homem, ela não provoca problemas de
imediato, mas contribui, quando ingerida constantemente, para o câncer
hepático. A aflatoxina chega ao organismo por intermédio dos alimentos,
em especial as sementes oleaginosas, como o amendoim e o pistache. Por
isso, o IDEC mandou examinar em laboratório quarenta produtos à base desses
alimentos. Foram encontrados sinais de aflatoxina em muitos deles, especialmente
em cinco, cujos níveis da substância eram mais altos que os limites estabelecidos
no Mercosul. Porém, novos exames, com outros lotes dos produtos, encontraram
índices menores de toxicidade, mais toleráveis. Da terra para as plantas e animais O ambiente natural do Aspergillus é a terra. É aqui que ele contamina
os alimentos. Além do amendoim, ele pode atacar também o algodão, o arroz,
o sorgo, o milho, o cacau, a castanha-do-pará, a noz e a mandioca; e,
como conseqüência, pode aparecer nos produtos industrializados derivados
dessas matérias-primas, além de produtos cárneos curados. Toxina entra pela boca e pelo nariz No homem, intoxicações causadas porfungos – das quais as aflatoxinas
são as mais comuns – são perigosas devido a seus efeitos crônicos, que
não podem ser detectados em curto prazo. A aflatoxina afeta o fígado,
os rins e o cérebro, além dos músculos em menor intensidade. Na África,
por exemplo, em cada 100 mil bantos, catorze são acometidos de câncer
hepático. A dieta desse povo está baseada no amendoim. Nos EUA, onde se
consome muita pasta de amendoim, por exemplo, o índice de tumores no fígado
já é de 1,7 para cada 100 mil habitantes. Nada nocivo, mas uma suspeita O IDEC enviou quarenta
produtos industrializados à base de amendoim ou pistache para avaliação
em laboratório. As amostras de dois produtos (amendoim cru Yoki e paçoquinha
Covizzi, da Mirassol) apresentaram nível de aflatoxina superior ao permitido
pela legislação brasileira. Outros três (doce de amendoim Doll, Paçoquita,
da Santa Helena, e bombom Serenata de Amor, da Garoto) passaram nesse
critério, mas ainda tinham uma concentração de toxinas superior à estabelecida
pelo Mercosul, cuja norma é bem mais rigorosa que a brasileira. Em seguida,
o IDEC submeteu a novos exames outros lotes dos cinco produtos com problemas.
Todos foram aprovados pela norma brasileiras e só um continuou fora do
limite do Mercosul, a paçoquinha Covizzi. O
teste de aflatoxina está publicado na íntegra na versão impressão da revista
Consumidor S.A., nº31, junho de 1998. Fique tranqüilo, mas tome cuidado Considerando os resultados do teste e uma realidade cultural, a de que o amendoim não faz parte da base alimentar do brasileiro, não há problemas em consumir os produtos avaliados. Para o homem, a aflatoxina só causa problemas a longo prazo, quando ingerida freqüentemente. Porém, até para evitar outros problemas, o consumidor deve sempre tomar certos cuidados: verificar se o produto tem uma embalagem que o protege da umidade e se está dentro do prazo de validade. No caso das sementes oleaginosas (amendoim e pistache) e dos frutos secos (figos e passas), é preferível sempre adquirir o alimento mais fresco, distante da data do vencimento. |