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| Serviço A POLUIÇÃO DAS PILHAS E BATERIAS Pilhas e baterias contêm metais pesados que podem contaminar água e alimentos, atingindo o homem. Há sugestões para que os fabricantes recolham pilhas usadas e se responsabilizem pela sua reciclagem. Baterias de celular e pilhas podem contaminar o meio ambiente. Esses
produtos contêm metais pesados altamente tóxicos que, quando jogados no
lixos das grandes cidades, podem vazar e atingir os lençóis freáticos
e plantações de alimentos. Esses metais, como chumbo e cádmio, podem provocar
doenças no sistema nervoso e comprometer ossos e rins. Segundo estimativas
do Ministério do Meio Ambiente, onze toneladas de baterias de telefones
celulares são descartadas anualmente – um número que está em crescimento
acelerado. Nesse período, também vão para o lixo milhões de pilhas e baterias
usadas em brinquedos, relógios e calculadoras. A maioria desses dejetos
acaba misturada aos 33 milhões de toneladas de lixos domésticos gerados
por ano. Na Europa, coleta seletiva Por enquanto, não há resposta. O governo e os fabricantes ainda não sabem
o que fazer com esse lixo. A maioria das baterias e pilhas acaba misturada
ao lixo doméstico, sem tratamento adequado. No Brasil, não existem aterros
públicos apropriados para substâncias perigosas. Conseguir recolher e
confinar desses produtos já seria um avanço. “Os consumidores poderiam
trocar as pilhas e baterias velhas por novas, pagando um preço com desconto.
Dessa forma, esses produtos voltariam para os fabricantes, que se responsabilizariam
pela reciclagem ou armazenamento desses materiais em aterros especiais”,
sugere Márcia. Poucas iniciativas para solucionar o problema Algumas empresas no Brasil já estão se conscientizando do problema, mas
ainda são muito poucas – e fazem muito pouco. A Motorola, líder no mercado
nacional de celulares, está aconselhando seus consumidores a devolver
as baterias usadas à rede de assistência técnica. Segundo a empresa, como
ainda não há tecnologia para a reciclagem de baterias e nem aterros apropriados
para esses materiais, por enquanto eles apenas estão sendo armazenados
em sua fábrica de Jaguariúna (SP), à espera de uma decisão do governo
sobre o destino desses produtos. SP tem projeto de lei para segundo semestre A Secretaria do Meio Ambiente paulista estuda um projeto
de lei que responsabilize os fabricantes e importadores de pilhas e baterias
pelo destino final desses produtos depois do consumo, o que inclui recolhimento,
transporte, armazenamento e eventual reciclagem, até o destino final.
Segundo o projeto, as empresas teriam um ano para criar centros de recepção
de baterias, que deveriam ser encaminhadas para reciclagem ou aterros
industriais. De acordo com a Secretaria, o objetivo dessa lei é estabelecer
uma política estadual de gestão dos resíduos sólidos, cuja prioridade
é reduzir a geração do lixo na fonte. A Secretaria pretende apresentar
o projeto à Assembléia Legislativa no início do segundo semestre. A Reciclagem do Tetra Brick A Tetra Pak, único fabricante no país de embalagens para
leite longa vida, prometeu (Consumidor S.A. no 10, jul/96) e cumpriu:
adotou uma política para que as 3,2 milhões de toneladas produzidas anualmente
sejam recicladas. |