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Edição 61
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Serviços: alimentação

DE OLHO NOS CONGELADOS

A chegada do calor e o racionamento de energia exigem atenção redobrada na hora de adquirir alimentos conservados no frio.

O plano de racionamento de eletricidade imposto pelo governo, aliado à chegada dos dias quentes, aumenta um risco a que o consumidor sempre está exposto: o de adquirir alimentos congelados que foram descongelados.

O aquecimento do produto pode se dar até no transporte do supermercado para casa, se esse procedimento for muito demorado. No verão, o perigo de isso acontecer é maior.

Acrescentando-se ainda o racionamento, não há como desprezar a possibilidade de o descongelamento ocorrer no próprio ponto de venda. Os supermercados podem desligar geladeiras e balcões frigoríficos à noite.

Há precedentes históricos para essa suspeita. Em 1996, o Idec avaliou a conservação dos alimentos congelados em São Paulo, medindo a temperatura de 319 congeladores de vinte supermercados de grandes redes. O resultado, publicado em CONSUMIDOR S.A. no. 8, não foi nada animador.

Os congeladores de 65% dos estabelecimentos visitados estavam funcionando incorretamente e 40% desses aparelhos não estavam em boas condições de higiene. Naquele ano, não havia racionamento de energia.

O descongelamento e posterior recongelamento comprometem a integridade do alimento e põem em risco a saúde do consumidor. Além da perda de nutrientes, aumentam as chances de multiplicação de bactérias.

Como o melhor que você tem a fazer é prevenir-se, veja a seguir como descobrir se o alimento congelado está preservado e como evitar riscos para sua saúde.

Examine a embalagem

  • Antes de comprar, observe se o produto está armazenado adequadamente e se a temperatura do congelador confere com o grau de resfriamento ao qual deve estar submetido. A temperatura de armazenamento e a data de validade devem estar escritas na embalagem do alimento.
  • Evite alimentos que estejam amolecidos ou com aspecto duvidoso. Água no interior da embalagem ou bolhas em produtos embalados a vácuo ou, ainda, sangue, no caso das carnes, podem denunciar um descongelamento.
  • A presença de gelo na superfície das embalagens ou de água na parte superior dos balcões também é um indicativo de irregularidades. No teste de 1996, o Idec encontrou gelo no freezer de treze dos vinte supermercados visitados.
  • Observe se os produtos colocados nos balcões frigoríficos não estão ultrapassando o nível da altura das paredes desses aparelhos.
  • Deixe sempre a coleta dos produtos refrigerados ou congelados para o fim da compra. Se preciso for, leve bolsas térmicas ao supermercado para garantir que o produto seja mantido na temperatura adequada até chegar à sua casa.

    Se, mesmo com todas essas precauções, você adquirir um produto estragado, reclame. Você pode, de acordo com o Código de Defesa do Consumidor, exigir a troca do produto por um íntegro ou, se preferir, a devolução do dinheiro. Sua reclamação pode ser levada ao supermercado ou ao fabricante. Tanto um como o outro fornecedor pode, por força da lei, responder pelo problema encontrado.

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