Genéricos somem das farmácias de Natal
Os técnicos do Centro de Defesa do Consumidor (CDC) do Rio Grande do Norte visitaram 17 drogarias de Natal em busca de medicamentos genéricos. Três farmácias não tinham os remédios procurados e outras duas possuíam apenas um genérico no dia da pesquisa. Nas pequenas farmácias, em bairros carentes, encontraram poucos remédios e muita desinformação. Nesses locais foram encontradas as maiores diferenças de preços.
Para justificar a falta dos genéricos nas pratelerias, as respostas foram as mais variáveis possíveis. Os atendentes culpavam os grandes droguistas ou até tentavam desculpar as distribuidoras.
Um dos proprietários reclamou que sempre vendeu remédios similares e agora o governo o obriga a vender genéricos. Outros respondiam que não tinham os genéricos, mas um similar, que é “um tipo de genérico”.
A substituição do remédio demonstra o desconhecimento da Resolução 391 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVS). Ela permite a substituição dos medicamentos de marca pelos seus respectivos genéricos aprovados, desde que a troca não seja vetada pelo médico prescritor da receita. A troca também pode ser feita pelo farmacêutico, que deverá escrever na receita a substituição, carimbar com o nome e número do CRF, datar e assinar.
O CDC também foi pesquisar os genéricos no SUS. Os técnicos queriam saber como estavam sendo feitas as compras para a rede pública. Descobriram que nas unidades básicas de saúde só havia similares e outras marcas desconhecidas. Não existia previsão de quando os genéricos estariam disponíveis.
Foi observado ainda que os consumidores não costumam perguntar sobre o farmacêutico responsável. Os proprietários respondiam com espanto às perguntas dos técnicos do CDC sobre a ausência dos profissionais.
A falta de ação mais eficaz por parte dos órgãos fiscalizadores é patente e se faz urgente. “Os medicamentos não podem ser encarados como apenas mais um produto à disposição do consumidor no mercado”, conclui o relatório do CDC.
Moda perfumada com aroma tóxico
A prática de aromaterapia está na moda em forma de incensos, essências e velas. A moda começou a dar a esses itens um novo uso, não só para iluminar mas também para embelezar ambientes, eliminar odores ou simplesmente perfumar.
Segundo a revista Consumabien, do Equador, é bom tomar alguns cuidados, pois o sucesso desses produtos tem levado alguns fabricantes a ignorar normas básicas para evitar acidentes e intoxicações. As velas, por exemplo, não apresentam nenhuma etiqueta alertando sobre o produto.
O fato de ter um bom odor, de ser vendido como produto “terapêutico” faz pensar que se trata de um produto natural. É preciso ter muito cuidado. As velas podem desprender partículas tóxicas prejudiciais à pessoa que inalar o monóxido de carbono resultante da sua queima.
Estudos realizados a respeito indicam que a combustão de certas velas desprende substâncias nocivas, como acetona, tricloroetileno e chumbo, às vezes em quantidades excessivas.
As velas são, em muitas ocasiões, uma das causas mais comuns da má qualidade do ar nas casas. Na maioria dos casos, são fabricadas com parafina, um derivado de petróleo.