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21/11/2013

Pagamento por celular deve ganhar força

Fonte: Valor Econômico

Além de pagar contas com cheques, cartões, dinheiro e por meio de transferências eletrônicas, desde o dia 4 de novembro os brasileiros têm oficialmente a possibilidade de fazer pagamentos com seus celulares - e sem a intermediação de uma instituição financeira tradicional
 
Dessa data em diante, o Sistema de Pagamentos Brasileiro passa a contar com os arranjos e instituições de pagamento, organizações que incluem cartões pré-pagos e os pagamentos móveis (m-payments). Ao anunciar a regulamentação desse assunto justamente no seu V Fórum Sobre inclusão Financeira, em Fortaleza, o Banco Central dá uma indicação clara de que esses instrumentos são essenciais para a chamada bancarização das camadas mais pobres da população. E se depender da tecnologia, ao invés de cartões ou cheques essa população passará a carregar dinheiro eletrônico no celular. O debate sobre meios eletrônicos de pagamento foi um dos temas do Simpósio Brasileiro de Políticas Públicas para Comércio e Serviços (Simbracs), em Brasília, na semana passada.
 
Aldo Carlos Gonçalves, presidente do Sindilojas e do Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro, garante que os pagamentos por meio de celulares já são uma tendência reconhecida em países desenvolvidos como os EUA. "O mobile payment já é uma realidade, e no futuro acho que isso deverá substituir o cartão de plástico", anuncia Gonçalves. "Às vezes as pessoas têm muitos cartões, que podem ser furtados ou perdidos, ao passo que se o meio de pagamento estiver no celular, está protegido num dispositivo que tem uma senha, e essa senha está apenas na memória da pessoa", explica. Cartões, ele observa, podem até ser clonados, mas isso não pode ser feito com um celular. O presidente do Sindilojas acrescenta que uma operação piloto de uso do celular no pagamento de transportes já está em andamento no Rio de Janeiro: "Passageiros de ônibus, barcas e trens já estão podendo pagar suas passagens com smartphones", diz ele.
 
Desse piloto, desenvolvido com o apoio das quatro grandes operadoras da telefonia celular do Brasil, mais a fabricante Motorola e a holandesa Gemalto, que desenvolveu a estrutura de segurança para as transações, participam, por enquanto, 200 usuários do cartão de pagamento de transportes RioCard. "Nesse caso está sendo utilizada a tecnologia 'near field communication' ou NFC", diz Gonçalves. Outra experiência com o uso de celulares para transações financeiras é o "Meu Dinheiro Claro", que o Bradesco e a Claro estão fazendo em Belford Roxo, São João de Meriti e Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, e em Goiânia. "Cerca de 60% da população não tem condições de ter uma conta bancária, mas celular todo mundo tem. Essas pessoas terão um instrumento financeiro à sua disposição", complementa Gonçalves.
 
Ele adianta que o CDL do Rio já está preparando a abertura de uma empresa que oferecerá crédito ao consumidor para utilização por meio dos celulares, a Smart Crédito. Atualmente, diz ele, a National Retail Federation, equivalente americano da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas, está pesquisando e divulgando informações sobre o tema. Nos EUA, segundo a entidade, apenas 3% das vendas no varejo são pagas por meio de celulares, mas eles são utilizados dentro das lojas por 90% das pessoas dos possuidores, para comparar preços ou obter informações sobre os produtos.
 
O uso de celulares no pagamento de contas é uma tendência irreversível, afirma convicto Roque Pelizzaro Júnior, presidente da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas. "Para as transações pequenas, a população pode utilizar dinheiro vivo. A dificuldade é levar quantias maiores em segurança", comenta. Essa inovação chega a um ecossistema financeiro no qual esse e outros instrumentos enfrentam problemas relevantes ainda à espera de soluções, lembra Pelizzaro, mencionando como exemplo as taxas envolvidas nas transações com cartões. "Veja por exemplo que nos cartões de benefícios é preciso que as empresas operadoras parem de dar descontos aos seus clientes, ou seja, às empresas que fornecem esses cartões aos funcionários. Acontece que esses descontos acabam sendo compensados pelas taxas aplicadas sobre as transações, penalizando assim os comerciantes", explica.
 
Outro problema que ele aponta para o novo meio de pagamento é o da exclusividade em transações, como a que existe entre cartões e credenciadoras. "O Visa Vale, por exemplo, só passa nas máquinas da rede Cielo, enquanto o Minha Casa Melhor só passa na Rede", reclama Pelizzaro. "É preciso que acabe completamente esse tipo de exclusividade", afirma.
 
Ao mesmo tempo em que inovações como o pagamento eletrônico via celular chegam ao mercado, detalhes de sua regulamentação ainda não estão prontos, observa Cristina Pinna, superintendente de Desenvolvimento de Sistemas e Soluções da Scopus: "Temos no mercado bancos, operadoras e outros agentes, cada um desenvolvendo com a tecnologia de sua escolha, mas ainda não existe interoperabilidade entre todos."
 
Para solucionar esse problema, ela acredita que ainda falta a interferência do Banco Central e da Febraban, mas admite que é natural a tecnologia estar à frente dessas providências. Cristina lembra que os varejistas ainda precisam conhecer bem a solução e que as pessoas só irão adotá-la ao perceber conforto e segurança na sua utilização. (Paulo Brito)
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