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  • 27 de junho de 2017

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Revista nº187 - Maio 2014
Pesquisa - Transporte Público

Sufoco nacional

IMAGEM DE DESTAQUE O Idec testou o transporte público em Recife e no Rio de Janeiro e constatou que os serviços são bastante problemáticos: foram identificadas quase 500 irregularidades nos ônibus e no metrô das duas cidades

Demora e superlotação. É fácil saber do que estamos falando, pois basta embarcar no metrô ou no ônibus em horários de pico para deparar com uma dessas situações (ou com as duas juntas). O cenário, infelizmente, é uma realidade nacional. É o que mostra a segunda etapa da pesquisa do Idec sobre transporte público, que, desta vez, avaliou os ônibus e o metrô de Recife (PE) e Rio de Janeiro (RJ).

Os resultados agora foram muito piores do que os da primeira pesquisa, que testou os serviços em São Paulo (SP) e em Belo Horizonte (MG): no total, foram identificadas 490 infrações, ante a 146 da anterior. "A quantidade muito maior de irregularidades se deve, por um lado, ao fato de que essas duas capitais contam com vasta legislação relacionada ao transporte público. Mas, por outro, também indica que as regras que visam à prestação de um bom serviço são amplamente desrespeitadas", explica João Paulo Amaral, pesquisador do Instituto responsável pelo levantamento.

Amaral destaca que os problemas identificados na capital pernambucana e na fluminense são similares aos já constatados em São Paulo e BH. "Isso mostra que o desrespeito aos usuários é um problema em todo o país". Um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), de 2011, confirma essa percepção. Segundo o levantamento, cerca de 40% da população brasileira desaprova o transporte de sua cidade, considerando-o ruim ou muito ruim. "A insatisfação reforça que é necessário conscientizar os passageiros para que possam exigir um transporte digno e de qualidade", diz o pesquisador.

Entre as centenas de irregularidades identificadas no Rio e em Recife, algumas são bastante graves e chegam a ameaçar a segurança dos passageiros. Outros problemas são mais brandos, mas também afetam a qualidade e a utilização do transporte. Veja os resultados a seguir.

COMO FOI FEITA A PESQUISA

Com o apoio da ClimateWorks Foundation e do Instituto de Políticas de Transporte e Desenvolvimento (ITDP, na sigla em inglês), a pesquisa avaliou a qualidade do serviço de ônibus e de metrô em Recife (PE) e no Rio de Janeiro (RJ), capitais que figuram entre as cinco maiores regiões metropolitanas do Brasil. Foram considerados parâmetros relacionados à estrutura do ponto ou da estação, à estrutura do meio de transporte, à qualidade da viagem e do atendimento ao usuário, todos baseados em regulamentos específicos do transporte de cada cidade e também nas regras previstas no Código de Defesa do consumidor (CDC).
Nos ônibus, os testes foram realizados por pesquisadores entre os dias 19 e 26 de março, nos horários de pico matutino e noturno (entre 7h e 10h e entre as 17h e 20h). Os trajetos (10 no total) foram definidos com base na densidade demográfica e comercial do município. No caso do metrô, foram realizadas de oito a dez viagens em cada cidade no decorrer dos horários mais críticos.

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