| |
Telefônica divulgou ontem a tabela de reajustes para serviços de telefonia fixa
A Telefônica publicou ontem os novos valores para os planos de telefonia fixa de oferta obrigatória, Básico e Alternativo de Serviço de Oferta Obrigatória (Pasoo). Os preços passam a vigorar amanhã para os 12 milhões de clientes da companhia no Estado de São Paulo.
No caso das ligações locais, a empresa optou por um reajuste linear e aplicou o índice máximo autorizado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), de 3,01%, para aumentar a maior parte do serviços. Em alguns casos, fez opção por aumentos de 3% (veja quadro). Os aumentos não valem para os outros planos oferecidos pela empresa, como o Meus Minutos.
Já nos preços das ligações de longa distância, a companhia optou por reajustes de até 6%, já que a Anatel permite que haja reajuste acima do índice em determinados casos, desde que haja a compensação em outros, de forma que a média não exceda a 3,01%. Os valores mudam conforme a distância entre as cidades. Na área em que está a Capital, o aumento médio no DDD ficou em 2,02%. As ligações de telefones fixos para celulares também foram reajustadas, mas a empresa não informou o aumento médio.
Na opinião de Marcos Pó, assessor-técnico do Instituto de Defesa do Consumidor (Idec), a assinatura próxima dos R$ 40 é cara. No entanto, ele diz que o ponto positivo é que o índice ficou abaixo da inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulado entre entre julho de 2007 e junho deste ano, de 5,28%.
Como medida de economia, ele recomenda que os consumidores evitem as ligações para celular, mais caras. Ele também alerta para a importância de cada assinante escolher o plano que mais se ajuste ao seu perfil.
A coordenadora da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Pro Teste), Maria Inês Dolci, lamentou o aumento anunciado. A alta de 3,01% é maior que o esperado , afirmou. Para Maria Inês, o consumidor não tem como escapar do reajuste. Isso vai ocorrer porque, no caso da telefonia fixa, não há concorrência. Se a pessoa achar o aumento muito alto ou não estiver satisfeita com os serviços da Telefônica, ela não pode mudar de operadora, porque não há opções.
O vendedor Alécio Vidal, de 50 anos, gasta cerca de R$110 por mês com a conta de telefone. Com o reajuste das tarifas, essa despesa deve subir para pouco mais de R$113. O aumento é até pequeno , afirma Vidal. O problema é que a conta de telefone não foi a única despesa que subiu nos últimos tempos. Ficou mais caro comprar comida, roupa, sapato , reclama o vendedor. Por isso, nosso salário cada vez rende menos.
Mais informações sobre o reajuste no site da companhia www.telefonica.com.br ou pelo telefone 10315. |
|