Login
Senha
home > revista do idec
Ações Civis Públicas
Áreas de atuação
Artigos
Casos Reais
Divulgue o Idec
Biblioteca
English version
Idec em ação
Íntegra do Código de Defesa do Consumidor
Links
Loja Virtual
Notícias do consumidor
Registre seu acidente de consumo
Sala de Imprensa
Trabalhe conosco
Área dos Associados
Ações judiciais
Atualize seus dados
Autoconsulta
Renovação de associação
Idec responde
Revista do Idec
versão digital

Onze anos da lei dos planos de saúde

Consumo Sustentável

Telecomunicações

Produtos Inseguros

Restrições tecnológicas

 
 
   
 
  Revista n° 136 - Setembro de 2009 « índice da edição  
     
  Capa:  
 

A sete chaves

 
     
 

Você pode optar por um carro menos nocivo ao meio ambiente - o problema é encontrar informações que guiem sua decisão. Pesquisa do Idec revela que falta transparência das montadoras na hora de divulgar os dados ambientais de seus veículos.

Há algo de podre no reino dos automóveis. Podre e ambientalmente incorreto. Em escala global, a queima de combustíveis fósseis para a geração de energia no setor de transportes é a atividade que mais produz gases responsáveis pelo efeito estufa - e o consequente aquecimento global. O principal deles é o famigerado dióxido de carbono ou CO2. Essa frota de carros (e também de caminhões, ônibus e congêneres) emite ainda gases poluentes, como monóxido de carbono (CO), dióxido de enxofre (SO2) e óxidos de nitrogênio (NOx), que têm asfixiado milhões de pessoas ao redor do mundo.

Apesar de seu conceito antiquado, o principal meio de transporte individual não vai morrer tão cedo. Nem no mundo, muito menos no Brasil. Estima-se que entre 2007 e 2012 o país receba até 15 bilhões de dólares em investimentos de montadoras. A demanda, com ou sem crise, não para de crescer - hoje somos o quinto maior mercado de automóveis (há dois anos, ocupávamos a décima posição). Segundo o Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores, a frota brasileira em circulação cresceu 38% desde 2000, chegando, hoje, a 27,8 milhões de veículos. No mesmo período, o crescimento populacional foi de 12,7%.

Se os carros ainda não estão com os dias contados, os males causados por eles podem, ao menos, ser amenizados. E o consumidor tem papel fundamental nesse processo, por exemplo, optando por veículos menos nocivos ao meio ambiente. "Na Europa já é assim. A exigência dos consumidores por carros mais 'limpos' gera concorrência entre as montadoras", afirma Rachel Biderman Furriela, coordenadora do Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo.

Por aqui, no entanto, fazer essa escolha não é tarefa simples. Segundo pesquisa do Idec, as onze maiores montadoras em atividade no Brasil complicam a vida do consumidor quando o assunto é acesso às "informações ambientais" de seus produtos, como eficiência energética (quanto se consome de combustível por quilômetro rodado) e níveis de emissão de gases poluentes e do efeito estufa.

O governo até tenta sistematizar esses dados, mas ainda está engatinhando. Por exemplo, a adesão ao Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV), que mede a eficiência energética dos veículos, ainda é voluntária. Resultado: das onze montadoras pesquisadas, apenas quatro aderiram ao programa.

Por falar em iniciativas do governo, é praticamente consenso entre os especialistas que o modelo de desenvolvimento brasileiro, há décadas, baseia-se no automóvel e no transporte rodoviário. Prova recente é que, para amenizar o impacto da crise financeira internacional, o governo reduziu (em alguns casos, extinguiu) o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Com isso, a venda de automóveis foi parar nas alturas e o governo deixou de arrecadar nada menos que 4,11 bilhões de reais.

Nos Estados Unidos, onde o setor automobilístico também é um dos propulsores da economia, a saída encontrada pelo governo foi ambientalmente menos nociva. Diante da temida crise, quase 2 bilhões de dólares foram usados para subsidiar a compra de automóveis novos. Os descontos para quem quisesse trocar seu carro velho por um novo poderiam chegar a 4,5 mil dólares. O detalhe é que só conseguiria o benefício quem se dispusesse a trocar seu carro por um de baixo consumo de combustível. E tem mais, os carros velhos não voltaram para as ruas.



A partir de dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), o Idec selecionou as dez montadoras que mais venderam carros no Brasil no primeiro semestre deste ano (como Peugeot e Citroën fazem parte do mesmo grupo, na prática foram avaliadas onze montadoras).

Os veículos analisados foram agrupados segundo a cilindrada de seus motores (1.0, 1.4, 1.6, 1.8 e 2.0 litros).

Em seguida, com base nos modelos selecionados, o Idec verificou se as montadoras divulgam dados de eficiência energética, nível de emissão de gases poluentes e nível de emissão de gases do efeito estufa. Essas informações foram pesquisadas nos websites das montadoras, nos SACs telefônico e on-line, nos manuais de proprietário dos veículos e em visita às concessionárias.

O Instituto também enviou às montadoras um formulário de autopreenchimento solicitando dados sobre os níveis de emissões veiculares, as informações passadas ao consumidor e as políticas socioambientais da empresa.

Além disso, questionou o governo e as entidades responsáveis pelo PBEV e pela Nota Verde.


 
   
 
   
   
 
Boletim
Informe seu endereço de e-mail para receber gratuitamente nosso boletim semanal.
 

Vitórias
Desde sua fundação, em 1987, o Idec obteve importantes conquistas em favor do consumidor em geral e de seus associados. Clique para conhecê-las.
[Entrar]

  Enquetes
  Você acha que o chamado cadastro positivo vai:
 
fazer os juros baixarem para o consumidor
fazer com que a invasão de privacidade aumente ainda mais com o uso indevido dos dados do consumidor
não terá nenhum efeito prático
 
    
 
Página(s): 1 2 3 4
© Copyright 1996-2009 - Idec - Todos os direitos reservados
[Política de privacidade]