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Campanha alerta para falta de informação sobre alimentos não saudáveis

Com o mote Você Tem o Direito de Saber o Que Come, ação inclui comercial de TV, spots de rádio e peças em outras mídias para conscientizar população sobre impactos da publicidade desses produtos e seus riscos à saúde

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Atualizado: 

17/11/2017

A Aliança pela Alimentação Adequada e Saudável, rede de organizações e de especialistas da qual o Idec faz parte, lança hoje (01) a campanha de conscientização Você tem o direito de saber o que come

A ação tem como peça principal um vídeo de alerta sobre as reais características nutricionais de produtos ultraprocessados, que podem conter rótulos com informações enganosas. 

O filme será exibido nos intervalos da programação de televisão aberta a partir desta quarta-feira e também haverá peças de comunicação em rádio, internet e espalhadas em locais públicos de várias cidades brasileiras.  

No vídeo, uma família consome alimentos ditos como naturais e saudáveis em suas embalagens que, de forma metafórica, transformam-se em açúcar refinado e gordura, ingredientes que em excesso podem ser prejudiciais à saúde.

A nutricionista do Idec Ana Paula Bortoletto, uma das idealizadoras da campanha, explica que a intenção é chamar a atenção da população sobre alguns produtos que não destacam em suas embalagens o excesso de ingredientes que podem ser prejudiciais à saúde, como açúcar, sal e gorduras.

“Quando realizamos pesquisas para a campanha, muitos entrevistados ficaram surpresos ao serem informados sobre a quantidade desses ingredientes presentes nos produtos, e em tantos outros anunciados como saudáveis, o que demonstra a falta de informações claras sobre o que as pessoas consomem”, destaca.

A epidemia de obesidade

A obesidade é a causa de diversas doenças crônicas não transmissíveis e de pelo menos 13 tipos de câncer, segundo o Inca (Instituto Nacional do Câncer) em relatório lançado este ano. Em 2016, mais de 650 milhões de pessoas estavam obesas no mundo, de acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde).  

“O consumo de ultraprocessados é um dos principais responsáveis pelo aumento da população obesa e com excesso de peso no Brasil e no mundo. E estes produtos são, na maioria das vezes, vendidos via publicidade e rótulos enganosos”, explica Bortoletto.