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Idec vai ao STF reiterar pedido de julgamento imediato dos Planos Econômicos

Representantes do Instituto estiveram pessoalmente com o ministro Ricardo Lewandowski para reiterar solicitação. Consumidores também podem apoiar o pedido em campanha virtual Atualizado em: 22/08/2016  

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Atualizado: 

26/08/2016
Em 10 de agosto, representantes do Idec foram reiterar pessoalmente ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski, o pedido de que o julgamento dos Planos Econômicos seja retomado ainda este mês. A solicitação já tinha sido feita em uma petição ao Supremo, no dia 1º de agosto. 
 
O tema está nas mãos do STF desde 2009, quando a Confederação Nacional do Sistema Financeiro (Consif) entrou com a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) nº 165, que pretende derrubar todas as ações sobre as perdas nas cadernetas de poupança. 
 
O julgamento da ADPF foi iniciado em novembro de 2013, mas foi suspenso após a fase inicial de discussões orais e não voltou mais à pauta. Se o Supremo julgar o caso e entender que os bancos são responsáveis pelo ressarcimento, milhares de ações judiciais que estão suspensas terão andamento regular no Judiciário.
 
No encontro com o ministro, que também é relator do caso, estavam presentes a coordenadora executiva do Idec, Elici Checchin Bueno, e o advogado Walter Moura, além de outros representantes da Frente Brasileira pelos Poupadores (Febrapo). 
 
Os representantes dos consumidores reafirmaram que estudos já encaminhados ao STF comprovam a capacidade financeira dos bancos de ressarcir os poupadores lesados nos planos econômicos. Também foram apresentados ao ministro Lewandowski comentários de poupadores feitos no site do Idec sobre o tema, em que se queixam da demora no julgamento. 
 
 
Campanha: julgue, STF!
 
Além da petição e do encontro com o ministro, o Idec lançou na semana passada uma campanha para que o STF julgue os Planos Econômicos. 
 
O objetivo é que os consumidores de todo o Brasil apoiem essa causa, em favor dos poupadores que foram lesados pelos bancos há quase 30 anos e que esperam por justiça.
 
 
Como ressalta a coordenadora executiva do Idec, a indefinição nos julgamentos é muito prejudicial aos poupadores. “Ela permite aos bancos entrar com milhares de recursos, protelando os pagamentos devidos de fatos que já ocorreram há quase três décadas, o que é inaceitável”, critica.