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Revista nº169 - Setembro 2012
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Desencalhe a etiqueta

IMAGEM DE DESTAQUE Pesquisa do Idec revela que a maioria das montadoras não fixa a etiqueta de consumo de combustível em seus veículos, ao contrário do que determina o Inmetro

É certo que, quanto maior a variedade de produtos disponíveis no mercado, maior o poder do consumidor de conseguir preços mais baixos e de escolher aquele que melhor atende às suas necessidades. Não é diferente (ou não deveria ser) com os automóveis.

A oferta cada vez maior de carros no Brasil pode ser considerada uma vantagem para o consumidor. Há não tão longínquos anos, o mercado se dividia, basicamente, entre quatro montadoras. Hoje, esse número é bem maior (são pelo menos 14 grandes empresas disputando palmo a palmo cada novo cliente). E, quanto mais concorrência, maior o interesse em ter produtos competitivos.

Os atrativos oferecidos pelas montadoras são aqueles que tão bem conhecemos: elas diminuem os preços e juros; oferecem uma infinidade de itens opcionais (vidros e travas elétricas, direção hidráulica, ar-condicionado etc.); dão brindes, como jogo de tapetes, cd-player e pintura metálica; e até pagam as primeiras parcelas do Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA).

Infelizmente, a mesma lógica concorrencial nem sempre se aplica à eficiência energética (quantos quilômetros o veículo percorre com um litro de combustível). As montadoras, como se tivessem combinado a mesma estratégia de marketing, praticamente não revelam esse dado. E aí temos um círculo vicioso: o consumidor pode não se lembrar de considerar essa importante informação no momento de comprar um carro. Todos os veículos (os mais e os menos "beberrões") ficam, então, na mesma "vala comum".

Para quebrar essa distorção e estimular o consumo responsável, foi criado em 2008 o Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV). Concebida pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), a ideia é que os carros, a exemplo do que já ocorre com outros produtos (como geladeiras e fogões), ostentem a Etiqueta Nacional de Conservação de Energia (Ence), indicando a sua eficiência energética e uma nota que pode variar de "A" (veículo energeticamente mais econômico) a "E" (veículo mais "gastão").

A novidade do PBEV 2012 é a obrigação de exposição da Ence no vidro traseiro esquerdo do veículo. Mas encontrá- la não é tarefa simples, conforme revela pesquisa do Idec com as oito montadoras que estão participando do PBEV este ano (Fiat, Ford, Honda, Kia, Peugeot, Renault, Toyota e Volkswagen): os veículos expostos nas concessionárias raramente exibem a preciosa etiqueta. Nas páginas virtuais e nos Serviços de Atendimento ao Consumidor (SACs), a omissão também impera.

Fica difícil saber se o carro x consome mais ou menos combustível do que o carro y. Um exemplo: o automóvel mais econômico dentre os participantes do PBEV faz 13,8 quilômetros por litro (com gasolina em trecho urbano). O mais "gastão" percorre apenas 6,9 quilômetros nas mesmas condições. Se considerarmos um consumidor que roda 12 mil quilômetros por ano (mil por mês), a economia (em reais) com combustível é gritante. Com o primeiro modelo, ele gastaria, anualmente, R$ 2.348 no posto. Com o segundo, a despesa seria o dobro: R$ 4.696!

IMAGEM DE DESTAQUE

COMO FOI FEITA A PESQUISA

O objetivo da pesquisa, realizada em julho, foi avaliar se as oito montadoras participantes do Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV) em 2012 - Fiat, Ford, Honda, Kia, Peugeot, Renault, Toyota e Volkswagen - estão divulgando ao consumidor os dados de eficiência energética de seus veículos e fixando a Etiqueta Nacional de Conservação de Energia (Ence) no vidro traseiro dos automóveis. Os pesquisadores do Idec buscaram as informações nas concessionárias (duas de cada montadora), no Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) e na página virtual das montadoras. Foi considerado não apenas se a informação era fornecida, mas também a sua consistência.

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