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Revista nº200 - Julho 2015
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Agulha no palheiro

IMAGEM DE DESTAQUE Encontrar um plano de saúde individual ou familiar não é fácil: pesquisa mostra que só metade das opções listadas pela ANS está disponível no mercado. Além disso, esses planos estão concentrados na mão de poucas operadoras e seu custo compromete boa parte da renda do consumidor

Se você está pensando em contratar um plano de saúde para si ou para sua família, prepare-se: essa tarefa pode ser mais difícil do que parece. Pesquisa feita pelo Idec constata que apenas 50% dos planos de saúde individuais e familiares listados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) em sua página online são efetivamente vendidos pelas operadoras. Essa modalidade de plano tem regras mais protetivas para o consumidor em comparação com os coletivos, que dominam cerca de 80% do mercado.

Da outra metade da lista, 35% não estão em comercialização e 11% contêm informações confusas, o que inviabiliza a verificação ou mesmo a contratação – e contraria o Código de Defesa do Consumidor (CDC), que garante direito à informação clara e adequada – ou a operadora não atendeu as diversas tentativas de contato. Nos outros 4% dos casos, a abrangência geográfica era diferente da informada.

Na análise por operadora, verificou-se que quase metade (47%) delas deixa de vender pelo menos um plano que, no site da ANS, consta como disponível. "A defasagem das informações indica que, na prática, a agência faz a regulação do setor tomando por base dados que não condizem com a realidade e que não demonstram a situação de extrema escassez de oferta de planos individuais", afirma a advogada do Idec Joana Cruz, especialista em planos de saúde e responsável pela pesquisa. Ela acrescenta que a responsabilidade pela acurácia dessas informações é compartilhada entre as operadoras e a ANS, pois cabe à agência fiscalizar o mercado de forma eficaz.

O levantamento considerou planos de saúde de cobertura completa (ambulatorial, hospitalar e obstetrícia) de abrangência nacional ou estadual oferecidos pelas 10 maiores operadoras de cada estado em todas as capitais brasileiras (veja outras informações sobre a metodologia da pesquisa no quadro abaixo). A pesquisa verificou que a oferta de planos com cobertura nacional, que são mais caros, é bem maior do que os de cobertura estadual.

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COMO FOI FEITA A PESQUISA

Entre os dias 18 de maio e 2 de junho, foram levantas informações sobre os planos individuais/familiares com cobertura completa (ambulatorial, hospitalar e obstetrícia) de abrangência nacional ou estadual, oferecidos pelas dez maiores operadoras de cada estado nas 27 capitais. Os dados foram consultados no Guia ANS de Planos de Saúde, disponível no site da agência ( www.ans.gov.br/guiadeplanos). Posteriormente, esses dados foram confrontados com as informações fornecidas pelo atendimento via telefone dessas operadoras. Em relação aos preços, foram cotados os valores para um consumidor de 30 anos de idade.

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